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O majestuoso The Peninsula Paris

Ontem fui visitar o hotel The Peninsula Paris, o extremo do chique em hotelaria em termos de serviço e déco. O grupo que detém o estabelecimento é de Hong Kong , e eles não poupam recursos para fazerem bonito: o prédio, antiga sede do Hotel Majestic – datado do fim do século XIX  – foi inteiramente reformado com os profissionais – franceses, é claro – mais preparados da atualidade (dentre eles, Cinzia Pasquali, que passou sua vida restaurando obras de Leonardo da Vinci, do Louvre e do Château de Versailles). O resultado é um luxo sem fim, lindo de se ver. A dois passos do Arc du Triomphe, a entrada pela Avenue Kléber é sofisticadissima, com dois leões – que, segundo a assessora de imprensa do local, são os símbolos e protetores do hotel.

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Entrada do Peninsula pela Avenue Kléber / Crédito: Divulgaçāo

 

Sabe a música « Un américan à Paris  » de Gershwin? Foi composta lá. Sabe o Tratado de Paz da Guerra do Vietnã? Foi assinado lá (na época, o Hotel Majestic tinha dado lugar ao Ministère des Affaires Etrangères). O hotel certo, no lugar certo, na hora certa.

A começar pelo lobby (restaurado com folhas de ouro), que acolhe o Afternoon tea (que eu provei!) e um duo delicioso de músicos que tocam jazz aos clientes.  O chef Julien Alvarez preparou um Menu Romantique para o tea da Saint Valentin, que ainda está disponível, com uma seleção generosa de chás e petit fours salgados (saumon écossais e aneth, toast de tarama  e chèvre parfumé à la rose) e doces (pomme d’amour, dôme jasmin e chocolat blanc, financier noisette, confit d’ananas, macarons framboise, verrine lait d’amande e pêche e sucette caramel yuzu). Yummy!

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Lobby do The Peninsula / Crédito: Divulgaçāo

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Menu Romantique / Crédito: Cibele Maciet

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Meu thé aux agrumes / Crédito: Cibele Maciet

Um dos restaurantes do Península é o L’Oiseau Blanc, no sexto andar do hotel, que oferece uma vista de Paris de tirar o fôlego (estão vendo logo a Torre Eiffel logo atrás desse avião?). Aliás, esse avião é uma reconstituição do Oiseau Blanc, aeronave que desapareceu misteriosamente em 1927, na tentativa de dois franceses de cruzar o Atlântico).

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Reproduçāo do Oiseau Blanc / Crédito: Cibele Maciet

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Entrada dos hospedes do Península, com obra de arte em cristal / Crédito: Cibele Maciet

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Uma das suítes do Peninsula / Crédito: Cibele Maciet

Mas o que eu achei luxo de verdade é o serviço: nos quartos, existe uma box que serve para o delivery de camisas lavadas e passadas, refeições e etc. Sem ninguém ver o cliente, sem que o staff « o incomode ». Entradas e elevadores privés para os clientes do hotel. Enfim, uma preocupação constante em manter o anonimato dos hospedes.

Os preços? Prepare o bolso, não é barato: eles podem ir de 2 mil até 25 mil euros por noite nas suítes principais. Mas o bacana é que os quartos têm, todos, um dressing mara e banheiras mega confortáveis. O plus: todos os quartos tem tablettes com as quais nos comunicamos com o staff, pedimos táxis, encomendamos passeios por Paris, mudamos os canais de televisão, ou seja, tudo ao alcance do dedo.

http://paris.peninsula.com